domingo, 17 de fevereiro de 2008

A minha sogra...

é uma senhora... como só ela o sabe ser!

Tem a pose de uma grande senhora, fala das más educações e maneiras desagradáveis... dos outros... queixa-se da maneira como a atendem nos restaurantes ou nas lojas... esquece-se que fala com o nariz empinado e modos autoritários... diz que adora pessoas francas e directas... mas só numa direcção... dela para os outros... ao contrário... já não gosta... é do melhor na inconviniência... do melhor!


Diz que não queria ter filhos, mas quando o filho nasceu ela gostou dele.

Jura a pés juntos que tirou as fraldas ao filho aos 9 meses e que ao ano já comia de garfo e faca à mesa... e foi ele que pediu!


Até a alguns meses perguntava-me como é que o filho sobreviveu... mas descobri: mãe dela vivia com ela e era quem lhe fazia a comida e lhe comprava a roupa.

Esta minha dúvida começou na roupa que ela deu para a neta... roupa feia toda a gente recebe, mas roupa cheia de metais para bebés de 2 meses... só se fôr de alguém que não tem contacto com crianças... aquilo não dá jeito! Eles magoam-se a dormir... pois é, eles dormem muito nesta idade...

Nunca lhe conseguiu dar um biberão... "ela mexe-se muito, o meu filho não era assim...", nem a sopa "ela vira a cabeça, como é que lhe enfio a colher na boca? Ainda a magoo!", nunca lhe trocou uma fralda " O C. (marido dela) é que gostava muito de mudar ao G. (filho)!", só a quer ter ao colo... ela já quase que anda... é só jeitinho!


Não pensem que eu acho que todas as mulheres têm de ter jeito com crianças! Mas pelo menos o mínimo de coorência... já que ela já teve um filho podia lembrar-se de alguma coisa!


Ai minha sogra...!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Que empecilho!

Aparece tarde e a más horas... quando a bébé já está cansada (e eu também!) e quer tomar o seu banhinho, comer e dormir (e eu também!), ou quando está nos últimos preparativos para sair (e eu também!)!

Até dá jeito, pode ajudar - diz (e pensa!) o filho dela...
Mas só desajuda! E chateia!
"Têm tampas para eu levar?", "Ai, vestido nooooooovo!" (quando geralmente nem é, e já o viu!), "Quem deu esta roupinha?", "Tem caixas minhas?", "Não tenho fotografias dos meses tal e tal e tal!", "Ordena-me estas fotografias?"...

Ok... eu que faça tudo sozinha (sem ajuda e vencendo a desajuda!)... até já estou habituada.

Mas às vezes calha num dia de sorte - em que o filho dela me ía dar uma ajuda... e assim já não dá!
"Preciso que me faças umas coisas no computador!", "Fazes-me aquilo, filho?", "E imprimes?", "Lê lá, para corrigires!", "Então como escrevo?", "E mais isto! Podes gravar para eu levar?"...

Arre! E nos intervalinhos vem até bem perto de mim para atezinar o miolo da pequena - que com ela nem ri, só berra!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Elas é que têm a escola da vida...

.. foi o que disse a Nora Perfeita... e digam lá se não é verdade ?!

Porque:

Os meus nunca me impediram de ir a lado nenhum.

Os meus sempre adormeceram em qualquer lado.

Eu nunca precisei de camas de viagem, podem muito bem dormir no chão.
(Repetitivo? Pois. É mesmo assim!)

Coitada, não lhe dão nada, e ela está sempre a olhar para a comida, e não pára de olhar para cima da mesa, coitada, querias que te desse, mas não me deixam, que fome que tem, coitada.

Ainda está a comer? Come tanto! Nunca mais pára? A minha era tão másinha para comer!
(E pode ser por esta ordem - logo a seguir aos "ensinamentos" da linha acima!)

Os meus sempre comeram de tudo.

Os meus sempre dormiram a noite toda
(E para mim esta é a BestOff - da falta de memoria, só pode!)

Podia provar o champanhe, era giro, só um bocadinho. Os meus até café provavam numa colhersinha.

Não pode comer leite creme? Porquê? Os meus comiam de tudo, não havia dessas regras.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Apresentação

Aquela Flor...
Qual flor?


Lembro-me de que quando era pequena - e ainda não tinha sogra! - perguntei à minha mãe : porque é que aquelas flores se chamam Sogras-e-Noras?

Ao que a minha mãe respondeu:
porque as Sogras e as Noras nunca se dão bem, por isso ficam assim - costas com costas - sem se falarem ou zangadas.

Fiquei chocada com essa resposta. Estava longe de poder imaginar que a realidade é mesmo essa:
Oh mãe, que exagero! Mas porquê?!?

E afinal.... é mesmo verdade!
Continuo sem saber porquê... mas o que é certo é que as incompatibilidades são muitas... e mais valia estarmos costas com costas!